Espectáculo de Raul Solnado esgotou bilheteira
NN - Macedo de Cavaleiros,
Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006

         
       
O Auditório do Centro Cultural de Macedo encheu, no passado sábado à noite, para acolher a enigmática figura de Raul Solnado. O nome maior do teatro nacional esgotou a bilheteira e a adesão levou mesmo a meia hora de atraso no início do espectáculo. No final, Solnado estava satisfeito com a afluência de público e referiu mesmo “que o teatro nunca esteve tão bem como nos dias de hoje”. “Conversas à Solta” não é uma peça, mas sim uma narrativa de momentos, lugares e pessoas que marcaram a sua vida nos palcos. Por isso, Raul Solnado lembrou figuras como Vasco Morgado, grande empresário do mundo dos espectáculos nacionais, que foi, precisamente, a primeira pessoa a contratá-lo para uma revista, intitulada “Viv’ó Luxo”. Também foi recordado António Silva, a primeira pessoa com quem contracenou e ainda Vasco Santana, “um cómico nato”. Com o primeiro playback, Raul Solnado fez sucesso e foi contratado para o teatro “Apolo”, no Martim Moniz, que mais tarde vem a ser derrubado pela Câmara Municipal. Em 1958 ruma ao Brasil, onde afirmou sem problemas que a revista foi um fracasso. “O texto era péssimo, a música fatal e os cenários uma vergonha”. Facto que não podia ser deixado de lado foi a famosa “História da Guerra” que o actor diz ter tido um grande sucesso, apesar de poucos saberem que a primeira vez que a contou mais parecia “um tipo mijado de medo com as pernas a tremer”. Em conversa com o “Notícias do Nordeste”, Solnado lembrou também que o teatro para si não é um trabalho mas sim um “hobbie”. “É uma coisa que me dá prazer e que não posso considerar um trabalho”. [14-02-2006] Miguel Midões
GAILIVRO motiva jovens para a leitura e escrita
NN - Macedo de Cavaleiros,
Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006

         
       
Após o sucesso dos concursos literários da Gailivro registado no ano lectivo passado, nos quais participaram jovens estudantes de todo o país, a editora de Vila Nova de Gaia está a lançar uma nova edição.O objectivo dos Concursos Literários António Mota e Jovens Talentos é motivar os estudantes do 1º, 2º e 3º ciclos para a leitura e escrita e incentivar a participação dos estabelecimentos de ensino. O Concurso Literário António Mota apresenta duas modalidades, uma dirigida aos estudantes do 1º Ciclo e outra direccionada ao 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico. Em ambas as modalidades os participantes deverão escolher um livro das Colecções “Obras de António Mota” (1º Ciclo) e “Livros de António Mota” (2º e 3º Ciclos) – de acordo com a selecção realizada para os concursos –, ler e redigir um texto sobre o mesmo. O trabalho poderá ser um comentário a um tema abordado pelo autor na obra em questão, um poema ou um fim alternativo.No caso do Concurso Literário Jovens Talentos podem participar alunos do 2º e 3º Ciclos. Baseando-se na leitura de um dos livros seleccionados da Colecção Jovens Talentos, o participante deverá escolher um motivo sugestivo – personagem, tema, episódio ou ideia, entre outras opções – e a partir dele redigir um texto em forma de conto. O que interessa é dar asas à imaginação e ao prazer de escrever. Todos os trabalhos apresentados no âmbito dos dois concursos devem ser inéditos, individuais e contar com a orientação de um professor/coordenador. A avaliação estará a cargo de um júri constituído pelo Departamento Científico-Pedagógico da editora.A data limite de entrega dos trabalhos é 3 de Março e os resultados serão anunciados no dia 22 de Maio de 2006, no sítio da Gailivro e nos órgãos de comunicação social. Os vencedores serão ainda contactados por correio postal ou electrónico. A cerimónia de entrega de prémios será realizada no mês de Junho.Para além dos prémios, todos os alunos e professores participantes receberão um Certificado de Participação e a cada escola envolvida nos concursos será atribuído um vale para aquisição de livros.Informações sobre os concursos como regulamento, obras seleccionadas e ficha de inscrição aceder Aqui .Refira-se que Cátia Tavares da escola EB1 Nº 10 de Bragança, foi a concorrente laureada com o 1º prémio "Vamos brincar aos escritores a sério!" (modalidade 1.º Ciclo) dos Concursos Literários 2004/2005.[09-02-2006] NN
Acima das nuvens...há música mirandesa!
NN - Macedo de Cavaleiros,
Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006

         
       
Quem viajar na Companhia Aérea Portuguesa TAP, vai deliciar-se com o som das Gaita-de-foles tão tradicional do Nordeste Transmontano, nomeadamente em Miranda do Douro.
A música de fundo destes voos é do grupo Mirandês Galandum Galundaina, criado em 1996.
Paulo Meirinhos, um dos músicos que compõem o grupo Galandum Galundaina, ficou contentíssimo quando um amigo que viajou nos Transportes Aéreos Portugueses há pouco tempo, lhe comunicou que a música ouvida no avião era a deles.
“Fomos contactados à algum tempo atrás, pelo responsável da música a bordo nos aviões da empresa e nunca mais soubemos nada”, confirmou o músico que afirmou também que deste modo a música mirandesa pode ser ouvida por pessoas que viajam pelo mundo inteiro.
Este grupo tem como finalidade investigar, recolher e divulgar este tão rico património tanto a nível musical como a nível da dança e da língua mirandesa, contribuindo desta forma para a continuidade destas seculares tradições que estavam em vias de extinção.
[06-02-2006] NN
Nordeste renasce das suas raízes musicais
NN - Macedo de Cavaleiros,
Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006

         
       
«Em Portugal, “Gaita-de-fole“ é o termo popular que designa um instrumento musical, aerofone não soprado directamente pela boca, munido de um fole (reservatório flexível de ar). Em certas zonas de Portugal também é comummente conhecido por "Gaita". A este respeito é oportuno mencionar que no nosso país convivem duas expressões; "Gaita-de-foles" e "Gaita-de-fole". Esta última é utilizada em Trás-os-Montes e de forma geral, pelos gaiteiros mais velhos, em quase todo o país. "Gaita-de-foles" é talvez uma expressão urbana recente, mais popularizada nos meios de comunicação. De referir ainda que “Gaita” é também um nome comum para designar indistintamente instrumentos de sopro, sem relação com A gaita-de-fole."Gaita-de-fole" ou "Gaita-de-foles" é, pois, o nome dado ao instrumento que ainda hoje é tocado um pouco por todo o país.
Por todo o mundo existem designações semelhantes noutras línguas, como por exemplo, no inglês, o equivalente é "Bagpipe", em francês é designado por "Cornemuse" e em castelhano pode ser designado de "Gaita" ou "Cornamusa". Em sueco, "Säckpipa", em alemão "Düdelsack", em Búlgaro "Gaida", em argelino, “Zukra”, etc. O instrumento está de tal modo expandido por um número tão grande de culturas, que a quantidade de nomes e modelos é quase incalculável.» (In Associação Gaita-de-Foles)
Está a decorrer Há dois anos, no Conservatório de Música de Bragança um curso de gaita-de-foles.
Quinze alunos, de diversas idades, decidiram aprender este instrumento tão enraizado na cultura do Nordeste Transmontano.Paulo Preto, músico dos Galandum Galundaina é que teve a ideia e deu o rosto a esta iniciativa e quando contactou Jorge Nunes, presidente da autarquia de Bragança, lançou-lhe o repto ao qual aceitou de imediato a proposta.
“Convidou-me a iniciar o curso de gaita-de-foles e percussões no Conservatório, que na altura tinha aberto há pouco tempo”, declarou o músico ao Jornal do Nordeste.
O sucesso do curso é de tal forma que o docente não tem mãos a medir, tal é o interesse na aprendizagem deste tão peculiar instrumento.
Este é um caso, único no País, em que o ensino de gaita-de-foles num Conservatório de Música se conjuga o ensino de música clássica com a música Tradicional, embora em regime livre.
Na nossa vizinha Espanha já há mais de duas décadas que se pratica esta modalidade. [04-02-2006] NN
Alfândega da Fé promoveu um simpósio sobre pintura
NN - Macedo de Cavaleiros,
Quinta-feira, Fevereiro 02, 2006

         
       
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