NN-Notícias do Nordeste
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Vinte e Sete
NN - Macedo de Cavaleiros, Quarta-feira, Março 29, 2006

               

O dia 27 de Março é o dia internacional do Teatro, e o “Vinte e Sete” foi o nome escolhido para o Festival Internacional de Teatro, já na segunda edição e que este ano vai acontecer em três cidades transmontanas: BRAGANÇA, CHAVES e VILA REAL.

São colaboradores desta permuta os Teatros das duas capitais de distrito de Trás-os-Montes e da Associação Chaves Viva.

Na capital do Nordeste Transmontano, a inauguração da exposição “Theatros de Portugal” no dia Mundial do Teatro deu inicio ao Festival e na cidade de Vila Real, a abertura da exposição “Bertolt Brecht”, e da Feira do Livro e a actuação do grupo de teatro espanhol Spasmo Teatro, fizeram parte do programa de abertura.

No âmbito do “Vinte e Sete”, no dia 30 de Março sobe ao palco em Bragança o espectáculo “Coçar onde é preciso”, cujo elenco é composto pelo actor José Pedro Gomes.

O “Vinte e Sete” vai realizar-se durante um mês, com 18 espectáculos, conta com a participação de artistas portugueses, espanhóis, franceses e cubanos e vai trazer a Trás-os-Montes diferentes grupos teatrais, e também artistas a solo. Spasmo Teatro, Zanguango Teatro, Teatro da Palmilha Dentada, Jangada Teatro, José Pedro Gomes, Peripécia Teatro, Cirque Baroque e o Teatro de Marionetas do Porto são alguns dos nomes que constam no programa deste tão animado evento.

Esta segunda edição do “Vinte e Sete” encerra dia 27 de Abril com o espectáculo “A Cour & en Corps, do novo circo francês “Cirque Baroque”.

NN[29-03-2006]

Porque a vida é um teatro
NN - Macedo de Cavaleiros, Domingo, Março 26, 2006

               

Por Víctor Hugo Rascón-Banda
Todos os dias deveriam ser Dias Mundiais do Teatro, porque nestes 20 séculos, a chama do teatro tem ardido constantemente nalgum canto do mundo.
Ao teatro, sempre se decretou a morte, sobretudo com o aparecimento do cinema, da televisão e, agora, dos meios digitais.
A tecnologia invadiu os cenários e aniquilou a dimensão humana, tentou-se um teatro plástico, próximo da pintura em movimento, que substituiu a palavra. Houve obras sem palavras, ou sem luz ou sem actores, somente máquinas e bonecos numa instalação com múltiplos jogos de luzes. A tecnologia tentou converter o teatro em fogo de artifício ou em espectáculo de feira.
Hoje assistimos ao regresso do actor em frente do espectador. Hoje presenciamos o retorno da palavra ao palco.O teatro renunciou à comunicação massiva e reconheceu os seus próprios limites que lhe impõem a presença de dois seres frente a frente comunicando sentimentos, emoções, sonhos e esperanças. A arte cénica está a deixar de contar histórias para debater ideias.
O teatro comove, ilumina, incomoda, perturba, exalta, revela, provoca, transgride. É uma conversa partilhada com a sociedade. O teatro é a primeira das artes que se confronta com o nada, as sombras e o silêncio para que surjam a palavra, o movimento, as luzes e a vida.
O teatro é um ser vivo que se consome a si mesmo enquanto se produz, mas constantemente renasce das cinzas. É uma comunicação mágica na qual cada pessoa dá e recebe algo que a transforma.
O teatro reflecte a angústia existencial do Homem e revela a condição humana. Através do teatro, não falam os seus criadores, mas a sociedade do seu tempo. O teatro tem inimigos visíveis, a ausência de educação artística na infância, que impede a sua descoberta e o seu usufruto; a pobreza que invade o mundo, afastando os espectadores, e a indiferença e o desprezo dos governos que deviam promovê-lo.
No teatro falavam os deuses e os homens, mas agora o homem fala para outros homens. Para isso o teatro tem de ser maior e melhor que a própria vida.
O teatro é um acto de fé no valor de uma palavra sensata num mundo demente. É um acto de fé nos seres humanos que são responsáveis pelo seu destino.
É necessário viver o teatro para entender o que se passa, para transmitir a dor que está no ar, mas também para vislumbrar um raio de esperança no caos e pesadelo quotidianos.
Longa vida aos oficiantes do rito teatral! Viva o teatro!
Tradução: Instituto das Artes - Gabinete de Teatro e Gabinete de Comunicação
“Porque a vida é um teatro”

No âmbito das comemorações do Dia Mundial do Teatro a Companhia de Teatro Filandorra sedeada em Vila Real, tem levado a palco 55 peças em vários concelhos da Região Transmontana ao longo deste mês.
“Um reportório heterogéneo com vista à formação de novos públicos para o teatro” e da autoria de “dramaturgos de referência da Literatura Portuguesa, como Gil Vicente e Almeida Garrett, ou os mais contemporâneos, como A.M. Pires Cabral e Sophia de Mello Breyner”, afirmam os responsáveis da Companhia Filandorra-Teatro.
“Era uma vez um rio... DuenDouro”, “O Fato Novo do Imperador” e “A Menina do Mar”, são algumas das peças levadas a cena.
Hoje, dia 27 de Março, dia Mundial do Teatro, o ponto alto das comemorações, a Filandorra-Teatro vai apresentar em Águeda, da parte de tarde, o seu mais novo espectáculo, “A Menina do Mar”, cujo público-alvo são as crianças, em idade escolar.
Nas comemorações da noite, também em Águeda, os actores e actrizes da Filandorra-Teatro sobem ao palco com a peça “Contas Nordestinas – O Diabo veio ao Enterro II”, de A.M. Pires Cabral, natural da freguesia de Chacim, concelho de Macedo de Cavaleiros.
[27-03-2006] NN

Projecto Arqueológico da Região de Moncorvo (PARM) tem nova direcção
NN - Macedo de Cavaleiros, Quinta-feira, Março 16, 2006

               

O Projecto Arqueológico da Região de Moncorvo (PARM) tem nova direcção.
Eugénio Cavalheiro, António Eduardo e Helena Pontes são os presidentes da Assembleia-Geral da Direcção e do Conselho Fiscal respectivamente.
A nova direcção pretende desenvolver projectos inovadores durante o seu mandato.
Acções dirigidas à juventude e sócios em geral com o intuito de sensibilizar e alertar para a preservação do património arqueológico e arquitectónico, bem como a actualização da Carta Arqueológica do concelho de Torre de Moncorvo e o desenvolvimento do programa museológico do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, são alguns dos projectos da nova direcção.
A nova direcção também pretende voltar a editar os circuitos culturais pelo concelho e efectuar programas de visitas de estudo a monumentos e sítios arqueológicos de Portugal e Espanha.
NN[17-03-2006]

Ballet
NN - Macedo de Cavaleiros,

               

Já lá vão quatro anos desde que Junta de Freguesia da Sé, em Bragança, foi pioneira no Nordeste Transmontano, ao promover aulas de ballet clássico, para gáudio dos amantes desta modalidade desportiva.
No início apenas meia dúzia de crianças aderiram a esta iniciativa, hoje esta modalidade já conta com a participação de uma centena de crianças do sexo feminino, entre os três e os nove anos de idade.
O crescente aumento das aulas de ballet e o sucesso do segundo workshop realizado em Bragança, onde as pequenas bailarinas brilharam, sob o olhar atento dos progenitores “babados” que admiravam o porte, o talento e a sensibilidade das suas educandas a dançar o ballet clássico de forma tão sublime, levou a Junta de Freguesia da Sé a apostar na criação de uma Escola Profissional de Dança nesta cidade e já desenvolveu contactos com a Direcção Regional de Educação do Norte nesse sentido.
Além do ballet, outras modalidades relacionadas com a dança também estão previstas para serem administradas nesta Escola Profissional de Dança abrindo assim portas às crianças e aos jovens do distrito de Bragança amantes destas modalidades poderem usufruir.
[17-03-2006] NN



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