Encerrou o Simpósio Internacional de Escultura de Vinhais
NN - Macedo de Cavaleiros,
Quinta-feira, Setembro 28, 2006

         
       
Encerrou na passada terça-feira o Simpósio Internacional de Escultura que decorreu na vila nordestina de Vinhais entre os dias 4 e 26 de Setembro.
O acontecimento cultural fechou com a conclusão da escultura de Carlos Barreira intitulada “Bulideira”, obra realizado em granito da Região e com um peso aproximado de quatro Toneladas.
A “Bulideira” irá ser colocada no jardim do Arrabalde, no centro de Vinhais, com as coordenadas na direcção da “pedra mãe” que se situa numa aldeia próxima de Chaves.
Esta escultura impressiona pelo seu movimento, pois a parte superior permite uma interacção de mobilidade da pedra com as pessoas e, além disso, a base permite o deslizamento, sendo portanto uma obra de arte que pode ser “bulida”, daí o título que lhe foi atribuído pelo seu criador Carlos Barreira.
Também a obra do escultor de Carrazeda de Ansiães, Paula Moura, já foi baptizada com a denominação de “ Cepa velha retorcida”.
Em jeito de balanço, a organização do Simpósio classificou o encontro de grande sucesso, tendo satisfeito plenamente os organizadores e os escultores participantes.
Participaram neste Simpósio Internacional, sob a coordenação de Manuel Cruz, cinco experientes escultores, quatro dos quais artistas de grande reputação a nível internacional, como Manuel Patinha, Paco Pestaña, Carlos Barreira e Paulo Neves, que possuem carreiras com mais de 30 anos dedicadas à arte. Em destaque esteve o jovem artista Paulo Moura que tem já no seu curriculum 12 anos de carreira artística.
Todas as obras serão colocadas em espaços públicos de Vinhais a partir do mês de Maio de 2007, altura em que as cinco esculturas que nasceram deste encontro serão oficialmente inauguradas.
Uma videira de aço
NN - Macedo de Cavaleiros,

         
       
Paulo Moura, escultor transmontano que possui o seu atliê na vila nordestina de Carrazeda de Ansiães, terminou já a sua obra com que está a participar no Simpósio Internacional de Escultura que decorrerá até hoje na vila de Vinhais.
O escultor nordestino foi o quarto dos cinco artistas que participam neste evento a finalizar o seu trabalho, faltando apenas Carlos Barreira concluir a sua escultura intitulada de “Bulideira”.
A peça de Paulo Moura, ainda sem nome, forma um conjunto escultórico com 7 metros de altura e representa a torção da videira, já que o nome Vinhais sugere uma derivação etimológica da palavra Vinha.
Paulo Moura tem 38 anos de idade e aproximadamente 12 anos de carreira artística, tendo-se formado em Escultura na Faculdade de Belas Artes do Porto há apenas 2 anos.
Moura é a jovem aposta neste importante Simpósio Internacional de Escultura que conta com mais quatro escultores de grande reputação a nível internacional, como Manuel Patinha, Paco Pestaña, Carlos Barreira e Paulo Neves.
A obra do escultor transmontano inspira-se no universo telúrico da região que o viu nascer e que ainda acolhe o seu ateliê de arte, sendo um tributo e “uma alegoria inspirada na morfologia da cepa da videira que se ergue retorcida em altura como numa procura do infinito, tendo na sua base um socalco sustentado por um muro desmoronado, sugerindo o desaparecimento da própria vinha”.
Simpósio Internacional de Escultura de Vinhais: duas esculturas já estão prontas
NN - Macedo de Cavaleiros,
Segunda-feira, Setembro 18, 2006

         
       
Decorre há duas semanas o Simpósio Internacional de Escultura na vila nordestina de Vinhais e tanto Manuel Patinha como Paulo Neves já concluíram os seus trabalhos.
Manuel Patinha, escultor nascido na Póvoa de Santa Iria, desde há 30 anos a viver na Galiza e um dos mais conceituados escultores portugueses, foi dos primeiros artista presentes neste simpósio a concluir a sua escultura que titulou de “Laços de Concórdia”, obra em granito cinza e chapa de aço corten com aproximadamente 5 metros de altura, 2,30 metros de largura e 90 centímetros de espessura. Esta sua mais recente obra pretende retratar a proximidade entre Portugal e Espanha.
Paulo Neves é outro dos cinco participantes neste evento e também já concluiu o seu trabalho. A escultura por si concebida, denominada "Vinhais e os Anjos", utiliza como materiais a chapa de aço corten, com aproximadamente 4 metros de altura, 2 metros de largura e 20 centímetros de espessura, recorrendo a um esquema de projecção de luz que é realizado a partir do interior da modelação.
Paulo Neves nasceu em Cucujães, Oliveira de Azeméis, onde actualmente reside, e possui uma experiência artística com mais de 25 anos de carreira. O escultor frequentou o Curso de Pintura da E.S.B.A.P de 1978 a 1981, tendo trabalhado e convivido com diversos artistas em vários países da Europa. O artista está representado no acervo do Museu de Arte Contemporânea de Serralves.
Prevê-se que as restantes 3 esculturas, da responsabilidade de Paco Pestaña, Carlos Barreira e Paulo Moura, venham a estar concluídas até ao próximo dia 26 de Setembro, data prevista para a conclusão deste Simpósio Internacional.
A autarquia de Vinhais encontra-se a requalificar alguns dos seus espaços públicos, incluindo o Centro Histórico e antigo núcleo urbano medieval, devendo as obras que saírem deste encontro de arte serem colocadas nos respectivos locais durante os primeiros meses de 2007.
Equinócio de Outono celebra-se em Vila Nova de Foz Côa
NN - Macedo de Cavaleiros,

         
       
É já no próximo dia 23 de Setembro que em Vila Nova de Foz Côa, na na aldeia Chãs se realizam observações astronómicas com a presença e a orientação do professor Máximo Ferreira, responsável do sector de Astronomia do Museu de Ciência da Universidade de Lisboa e Director do Centro Ciência Viva de Constância - Parque de Astronomia.
O evento terá início às 06.00 horas da manhã no recinto da Escola Secundária de Foz Côa, onde será efectuada uma primeira observação astronómica sob a orientação de Máximo ferreira, a que se seguirá, às 8:000 horas, a segunda observação junto ao Templo Sacrifical Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, no lugar dos Tambores, em Chãs, Vila Nova de Foz Côa.
Esta segunda observação permitirá participar no momento em que o sol atravessa o eixo da gruta do enorme altar de pedra que caracteriza o local arqueológico aqui existente, sendo acompanhada por uma palestra no terreno do Prof. Adriano Vasco Rodrigues, onde o estudioso exporá as conclusões do estudo que há uns anos fez sobre este monumento megalítico.
O objectivo é assinalar a entrada oficial do Equinócio do Outono, ocasião em que a noite e o dia se equilibram.
A iniciática é promovida pela Comissão de Festas dos Alinhamentos Sagrados dos Tambores, em Chãs, pela Junta de Freguesia da mesma localidade, pela Câmara Municipal de Foz Côa e pela a Escola Secundária Tenente-Coronel Adão Carrapatoso.
O evento será ainda marcado pela exibição do Grupo de Gaiteiros de Miranda do Douro e por momentos de poesia, dita por Jorge Carvalho, ao som da Viola de Arco do actor João Canto e Castro e do acordeonista Gonçalo Barta.
Simpósio Internacional de escultura em Vinhais
NN - Macedo de Cavaleiros,
Quarta-feira, Setembro 13, 2006

         
       
De 4 a 26 de Setembro de 2006 os escultores portugueses de renome internacional Carlos Barreira, Manuel Patinha, Paulo Moura (natural de Carrazeda de Ansiães), Paulo Neves e o espanhol Paco Pestana, vão estar no Município de Vinhais coordenados pelo Escultor Manuel Cruz a desenvolver trabalhos artísticos de escultura, com vista a dotar o concelho de Vinhais de esculturas inovadoras, símbolos de modernidade, que irão perdurar ao longo dos anos.
Trata-se de um Simpósio Internacional de Escultura que todos os interessados poderão acompanhar até ao próximo dia 26 de Setembro.
Pires Cabral distinguido com prémio D. Diniz
NN - Macedo de Cavaleiros,
Segunda-feira, Setembro 11, 2006

         
       
António Manuel Pires Cabral, escritor e poeta, depois de trinta e dois anos de “escrita”, recebeu das mãos do presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, o Prémio literário D. Diniz, atribuído pela Fundação da Casa de Mateus, com os livros "DouroPizzicato e chula" e "Que comboio é este".
O Poeta e romancista nasceu há sessenta e cinco anos na Freguesia de Chacim, no Concelho de Macedo de Cavaleiros e desde 1974 já publicou cerca de quatro dezenas de títulos.
Pires Cabral, já não é caloiro em prémios literários. Na década de oitenta, foi galardoado com o Prémio Literário do Círculo dos Leitores com o romance "Sancirilo".
O Prémio literário D. Diniz, atribuído pela Fundação da Casa de Mateus deixou o Poeta escritor orgulhoso dado que está ao lado dos dois já agraciados com o Prémio Nobel, nomeadamente José Saramago e Camilo José Cela, que também já foram premiados pela Casa de Mateus.
"Algures a nordeste", a sua primeira obra que foi publicada em 1974, seguindo-se muitas outras, como por exemplo "Solo arável" um livro de poesia publicado em 1976, "O saco das nozes" uma peça de teatro publicada em 1982, sendo esta obra de Pires Cabral que mais vezes foi representado, "Os cavalos da noite" um livro de poesia publicado em 1982, o romance "Sancirilo” publicado em 1983, entre outros.
Neste momento o escritor dedica-se quase a tempo inteiro à escrita e confirmou que já está pronta para publicação uma antologia da sua obra poética completa e tem em mãos um romance que ainda não tem nome.
Na cerimónia de entrega do prémio Cavaco Silva disse que a distinção do autor transmontano “ representa a justa consagração e o reconhecimento nacional de um percurso que se tem pautado pela exigência, sensibilidade e a fidelidade às origens", tendo-se referido a Pires Cabral como a “um escritor que se impôs no meio literário português pela qualidade e excelência do seu trabalho, tanto em poesia, como no romance, no conto ou no teatro, géneros que tem cultivado com igual mestria e sucesso". O presidente da República considerou ainda que depois de Camilo Castelo Branco e Miguel Torga "poucos escritores terão interpretado com tanta subtileza a realidade de Trás-os-Montes e Alto Douro".
O prémio foi atribuído pela primeira vez um escritor transmontano que cria e vive na região que o viu nascer.
O galardão deixou muito satisfeito e emocionado Pires Cabral que na cerimónia pública sentiu as palavras a embargarem-se-lhe na garganta.
Pires Cabral sente-se um autor realizado e diz não se queixar por ser um escritor na província, “porque sei que, se houver qualidade no nosso trabalho, o reconhecimento chega mais cedo ou mais tarde", garantiu para a comunicação social.
Encerrou mais um Festival de Música Tradicional em Macedo de Cavaleiros
NN - Macedo de Cavaleiros,
Segunda-feira, Setembro 04, 2006

         
       
A VIIª Edição do Festival Internacional de Macedo de Cavaleiros terminou ontem na Praça das Eiras.
O evento, cuja organização é da responsabilidade da autarquia, foi distribuído por dois dias, 1 e 2 de Setembro, e por ele desfilou um variado número de grupos de música tradicional.
No total passaram pelo palco da Praça da Eiras sete grupos de origem espanhola e portuguesa. Cantarolar (Portugal, Macedo de Cavaleiros), Tradere (Espanha), Ginja (Portugal), Triquel (Espanha) Aljibe (Epanha), Canto D’Aqui (Portugal) e Wafir Cuarteto (Sudão) foram os grupos que constituíram o cartaz deste ano.
O segundo dia ficou marcado pela actuação dos Aljibe (Espanha), Canto D’Aqui (Portugal, Braga) e do Quarteto "Wafir Cuarteto" que interpretou músicas árabes de ascendia sudanesa.
A VIIª edição do festival contou com a presença de algumas centenas de pessoas que durante os dois dias aplaudiram entusiasticamente as bandas que foram desfilando pelo recinto ao ar livre.
Apenas o primeiro dia ficou marcado por uma pequeno contratempo, e que de certa forma “manchou” a edição deste ano. Devido ao adiantado da hora, a banda espanhola que actuou em último lugar no dia 1, deparou-se com um anfiteatro vazio, o que em nada contribuiu para enaltecer um evento que já começa a constituir referência cá e além fronteiras.
A actuação dos Triquel, iniciada depois da 1 hora da madrugada, contou apenas com algumas dezenas de espectadores que mesmo assim fizeram as honras da casa. Apesar de tudo, e sobretudo devido ao contágio rítmico e festivo que a banda impregnou nos poucos espectadores, no final do concerto foi mesmo pedido um “encore” à banda de Valladolid, a que simpaticamente acederam, tendo o grupo regressado ao palco para a execução de mais um dos seus temas.
Um festival sem público militante
NN - Macedo de Cavaleiros,
Domingo, Setembro 03, 2006

         
       
A Praça das Eiras, em Macedo de Cavaleiros, recebeu ontem o primeiro dia da VIIª edição do Festival Internacional de Música Tradicional.
O anfiteatro ao ar livre encontrava-se repleto de público, tendo muitas pessoas assistido às actuações nas zonas relvadas que rodeiam o parque de espectáculos.
Durante as primeiras actuações, em que participaram os Cantarolar (grupo de Macedo de Cavaleiros), Tradere (Grupo espanhol),os espectadores foram resistindo; mas quando entraram em Palco os Triquel, já passava da 1 hora da madrugada, as bancadas estavam já quase desertas, com meia dúzia de resistentes a querem conhecer a música daqueles que se revelaram como o melhor grupo da noite.
Os Triquel deram um espectáculo de altíssima qualidade, tendo-se apresentado ao público resistente que assistiu ao seu reportório em Macedo de Cavaleiros como uma banda com grande coesão, de grande capacidade de execução técnica e de uma irreverência e alegria dignas de serem realçadas.
Quem perdeu foram todos aqueles que não tiveram a paciência suficiente para esperar até à hora do seu espectáculo e acompanhar até à etapa final o primeiro dia do festival. Aliás, esta é uma situação que se tem repetido nos últimos anos, verificando-se de forma reiterada que os grupos que actuam em último lugar ficam, quase sistematicamente, a actuar para um anfiteatro desolador, ponteado apenas por meia dúzia de melómanos. Será pois uma boa altura para que a organização repense o formato deste festival, evitando estendê-lo para além das 0:00horas.
A actuação do Rancho Folclórico de Macedo de Cavaleiros marcou com polémica este primeiro dia. Após a sua actuação, um dos elementos do rancho acusou a organização de não os terem tratado de forma igualitária, uma vez que, referiu o responsável, não houve quaisquer preocupações em disponibilizar material técnico para a actuação do grupo. De facto, a orquestração e as vozes do rancho foram apenas suportadas pela utilização de um solitário microfone.
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