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Zimbros estão a ser abatidos no Parque Natural do Douro Internacional
NN - Macedo de Cavaleiros, Terça-feira, Abril 24, 2007

               

A demissão do professor Gaspar Martins Pereira da Direcção Técnica do Museu do Douro está a gerar uma onda de descontentamento que poderá pôr em risco o jovem projecto e todo o trabalho relativo à instalação deste importante equipamento cultural na região duriense.

Depois do professor Gaspar, são sete as autarquias que já manifestaram o seu desejo de abandonar a fundação gestora do projecto.

A situação que se vive no Museu do Douro está a deixar preocupado o Governador Civil de Vila Real, António Martinho, que alertou para a crise criada depois da demissão de Gaspar Martins Pereira, durante uma conferência de imprensa sobre os dois anos de governação socialista neste distrito transmontano.

António Martinho deixou bem patente a sua apreensão face ao futuro do Museu do Douro que ,segundo as suas palavras, poderá estar em risco.

O que mais preocupa o Governador do distrito de Vila Real é a situação de instabilidade que se instalou, e que tem como desenvolvimentos mais recentes a possibilidade de sete concelhos durienses que integram a estrutura gestora da fundação já terem mostrado vontade de abandonar este órgão que administra esta instituição, devido à saída do professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Recorde-se que a demissão de Gaspar Martins Pereira resultou de um conflito pessoal, que opôs Gaspar Martins Pereira, director técnico do Museu, à directora-geral da Fundação, Susana Mota Coelho.

Gaspar Martins Pereira disse ter-se sentido “obrigado” a enveredar pela demissão, uma vez que foi criada uma insustentável situação de degradação do ambiente de trabalho; degradação essa que resultou de um conflito insanável de competências disputadas entre a direcção-geral da Fundação e a direcção técnica do Museu.

Direcção Regional de Cultura do Norte fica em Vila Real
NN - Macedo de Cavaleiros, Quarta-feira, Abril 11, 2007

               

As Direcções Regionais da Cultura foram reforçadas com a nova lei orgânica do Ministério da Cultura que foi publicada em Diário da República.

Numa medida de descentralização, prometida pelo governo, a nova lei orgânica assegura a permanência da Direcção Regional da Cultura do Norte em Vila Real, sendo ainda acrescida com novos organismos, nomeadamente o IPPAR, a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, e o Instituto das Artes.

Desconhece-se, contudo, a forma orgânica que assumirá do novo organismo e as competências concretas de gestão que daí vierem a ser desencadeadas.

«Vinte e Sete» já está nos palcos transmontanos
NN - Macedo de Cavaleiros, Terça-feira, Abril 03, 2007

               

Está nos palcos o festival internacional de teatro “Vinte e sete”.

O “Vinte e Sete” decorre na região de trás-os-Montes e é organizado pelo Teatro de Vila Real, conjuntamente com a Delegação Regional da Cultura do Norte, o Teatro Municipal de Bragança, a Associação Chaves Viva, a companhia Urze-Teatro e a Academia de Música de Espinho, englobando um orçamento de cem mil euros.

De salientar que é pelo terceiro ano consecutivo que o Teatro de Vila Real realiza o “Vinte e Sete”.

Este ano teve a presença da Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, que assistiu à sua inauguração, ocorrida a 27 de Março, dia Mundial do Teatro.

A ministra da cultura assistiu à estreia de “Herbário”, fundamentado nos Diários de Miguel Torga.

Como este ano se comemora o centésimo aniversário do nascimento de Miguel Torga, o “Vinte e Sete”, em homenagem ao escritor transmontano, leva a cena quatro espectáculos baseados na sua vasta obra literária.

O “Vinte e Sete” decorrerá até 27 de Abril, sendo que durante um mês vão ser levados a palco 46 espectáculos de teatro.

Uma Feira do Livro, a exibição do filme “A paixão segundo S. Martinho de Anta” de Paulo Castro, um concerto com J.P. Simões, exposições de máscaras e a exposição de pintura “Torga - Letras e Paletas” de Jorge Marinho, são outras iniciativas que fazem parte do cartaz deste ano.

As peças «Alma Grande», do Teatro o Bando, “No rasto de Miguel Torga”, da Urze-Teatro, “Bichos”, da companhia Útero, sessões de contos do grupo “O Contador de Histórias”, intituladas “Bichos e Outros Contos da Montanha”, e “Quando Torga partiu para o Brasil”, são algumas das peças que vão subir ao palco em homenagem a Miguel Torga.

Na programação do “Vinte e Sete” evidenciam-se ainda os espectáculos “A Morte de Danton na Garagem”, pelo Teatro da Garagem, “Cabaret Molotov”, pelo Teatro de Marionetas do Porto, “Por Detrás dos Montes”, pelo Teatro Meridional, “Sou do Tamanho do que Vejo” e “Joana d’ARPpo”, “Gardi Hutter “ pela companhia Peripécia, são exemplo de outros espectáculos a que o público transmontano pode assistir no decurso do festival deste ano.

«Terramoto» no Museu do Douro
NN - Macedo de Cavaleiros, Segunda-feira, Abril 02, 2007

               

Gaspar Martins Pereira, professor universitário da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, abandonou a Direcção Técnica do Museu do Douro.

Na semana passada, o historiador colocou ponto final no seu trabalho de instalação de um dos museus mais aguardados em Portugal e também um dos museus que mais controvérsia tem gerado na região, pelos sucessivos atrasos que tem vindo a sofre desde que foi lançada a ideia da sua instalação.

O professor Gaspar Martins Pereira, referiu ter-se sentido na obrigação de apresentar o seu pedido de demissão em 23 de Fevereiro porque considerou não dispor das condições mínimas para continuar a exercer as funções que lhe haviam sido confiadas.

A origem do seu pedido de demissão remonta aos meses anteriores, altura em que o investigador dá conta ao conselho de administração de uma situação insustentável de degradação do ambiente de trabalho, resultado de um conflito de competências entre a direcção-geral da Fundação, na pessoa de Susana Coelho, e a direcção técnica do Museu, de que o professor era responsável.

A saída de Gaspar Martins Pereira da Direcção técnica do Museu do Douro, acabou por gerar um vazio institucional, e apesar de Sarsfield Cabral, presidente Conselho de Administração (CA) da Fundação do Museu do Douro, ter garantido a normalidade de um processo de substituição, o certo é que já há quem afirme que o projecto poderá agora estar em causa, devido à saída do historiador do Porto que criou e solidificou a ideia de um museu para o Douro, região de que é especialista a nível da sua investigação histórica.

A voz mais preocupada vem de Alijó, na pessoa do edil Artur Cascarejo, que afirmou tudo fazer para que o professor Gaspar volte ao Museu do Douro.

O autarca, em declarações ao Jornal de Notícias, garantiu já ter escrito “aos autarcas da comunidade urbana, e sei que muitos concordam comigo. Já escrevi à senhora Ministra da Cultura e ao Governador Civil, porque considero que se não há ninguém insubstituível, há pessoas muito difíceis de substituir”, disse Artur Cascarejo, referindo-se ao professor Gaspar Martins Pereira.

O autarca considera que Gaspar Martins Pereira é uma pessoa quase insubstituível neste processo de instalação e funcionamento inicial do museu da região duriense, sublinhando que a instituição é de toda a região, uma vez que se trata de “um museu do território. Cada câmara da região contribui para o seu funcionamento e vou pedir uma reunião do conselho de fundadores com urgência", disse Artur Cascarejo.

A mesma preocupação foi demonstrada pela maioria dos autarcas da Comunidade Urbana, a excepção veio do presidente da Câmara Municipal de Peso da Régua, Nuno Gonçalves, que é também membro do Conselho de Administração da Fundação do Museu.

Nuno Gonçalves referiu apenas o prejuízo da demissão do professor e a necessidade de encontrar uma célere solução para dar continuidade ao projecto.



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